Pedalando Pela Paz

HomeEspañolPortuguêsBeijing 2008Guest BookViagensHistória da BicicletaVocê Sabia?

 

 Patrocínios

 

 Prefeitura Municipal de Itajaí

 

Sistema Unificado

 

 

Radionaval

 

Hipermercado Vitória

 

Beline Video Foto e Som

 

 

 

 

 

Projeto Bike CURITIBA CIDADE MODELO

 

Sabemos que Curitiba no estado do Paraná, é considerada cidade modelo em desenvolvimento urbano no Brasil, então realizamos este projeto ciclístico até a capital Paranaense no início do mes de maio de 1995 e voltando pelo litoral.  Fomos conhecer o módulo de ciclovias da cidade com mais de 150 km que serve de exemplo para todo País e também arrecadar assinaturas para uma campanha promovida pelo Yázigi para o estímulo na construção de ciclovias. Graças ao sr. Acyr Osmar de Oliveira e do Engenheiro José Picolli, tivemos um melhor acesso aos empresários da cidade e assim felizmente conseguimos 100% de patrocínio.
 

Foram 12 dias de viagem, 712 km pedalados e R$ 550,00 em patrocínio.

 

Ciclistas: Leonel Hilário Maurici, 25 anos.         Visite Também:

               Adilson Pedro Maria, 21 anos.          Volta Ilha de SC

              


 

Os patrocinadores: Prefeitura municipal de Itajaí, Sistema Unificado, Ótica Corujinha, Beline Video Foto e Som, Rádio Naval, Hipermercado Vitória e o Yázigi Internexus.

 

Viaje agora com alguns momentos marcantes.

 

Demos início a nossa viagem a partir do marco zero da cidade de Itajaí, Praça Vidal Ramos. Já em Joinville, 80 km desde o ponto zero, paramos num hotel perto da rodoviária, conhecemos uns hóspedes que estavam na cidade a trabalho. Ficamos conversando um pouco até o que o dono do hotel chegar. Depois de pagar pela estadia, subimos e tomamos um banho e quando descemos para pedir informação de onde encontrar uma padaria para comprarmos o nosso lanche, os caras já estavam bêbados e brigando entre si. Até a polícia estava por perto e também ouvi uma frase um pouco agressiva de um deles:
_ Voçe cala a boca se não eu vou dar um tiro no seu olho.
Isso foi o bastante para eu e Leonel voltarmos para o quarto. Já passavam das 20:00 hrs e na disputa do palitinho, eu tive que sair para comprar o lanche. Como era um sábado, era difícil encontrar algum comércio aberto, mas lá fui eu. Andei, andei, e nada. Só fui encontrar uma padaria aberta no centro da cidade. Aliás pra variar, eu tinha ido a pé. Demorei tanto que Leonel já estava quase ligando para a polícia e assim poder me localizar.

No dia seguinte, tínhamos que enfrentar os 9 km de subida na Serra de Mar. Antes passamos por algumas barracas a beira da estrada e paramos para comprar mel, rapadura e um composto de sementes. Nesta barraca, por coinsidência, o dono era um ex-companheiro de trabalho de Leonel, então a parada foi ainda mais emocionate, enquanto eles relembravam seus velhos tempos, eu comia.


 Dali cruzamos a divisa dos Estados de Santa Catarina e Paraná, e paramos logo depois na região do município de Pedra Branca do Araraquara, para almoçar.

Aqui tem uma fonte de água natural com uma queda d’água de 2,5m e vendo isso, não resistir, acabei indo tomar um banho relaxante. Conhecemos também quatro ciclistas aventureiros vindo de São José dos Pinhais, os quais desceram a Serra do Mar e depois retornam subindo rebocados atrás de caminhões.


Bom, depois de um belo banho, uma ótima conversa com companheiros de estrada e um farto almoço, é hora de pôr o pé no pedal e subir a Serra. O sol e o calor estavam presentes, e em quatro quilômetros de subida, a água estava no último gole. Paramos para descansar, porque o coração pedia, e então eu e Leonel resolvemos continuar subindo rebocados cada um em um caminhão. Eu consegui primeiro e fui embora. Não podia olhar para trás para poder ver se meu primo vinha vindo, porque corria o risco de desequilibrar. Depois de 20 minutos serra acima, encontrei uma fonte de água potável e parei para reabastecer o reservatório. Passaram-se mais de 20 minutos, fiz um lanche e nada de Leonel chegar. Passaram-se mais 10 minutos e os quatro ciclistas que encontramos no almoço passaram dizendo que ele já vinha vindo pedalando ao invéz de pegar uma carona rebocado em um caminhão. Depois de 5 minutos ele chegou e aproveitei para registrar este momento.

Ele chegou cansado e desnutrido, bebeu quase um litro de água e comeu os suplementos que trazíamos. Mas perguntei  por que não tinha pegado um caminhão e ele me disse que não conseguia se equilibrar com um braço segurando a carroceria do caminhão e o outro guiando a bike. Ai eu perguntei:
_ Que tipo de ciclista que tu és?


O dia estava acabando. E então o dia disse pra noite:
_ Assim não dá, quando eu termino tu começa.
O frio tambén marcou presença e o jeito foi colocar o agasalho. Chegamos na cidade prevista para o repouso, mas não encontramos nenhum hotel por perto. Incetivados por uma pessoa, seguimos mas adiante enfrentando a nossa primera viagem noturna. Passamos um mocado de riscos de sermos atropelados, pois não tínhamos os chamados vaga-lumes. (são luzes vermelhas a pilha que ficam piscando para colocar na bicicleta). Pedalamos quase 1 hora chegando na cidade de São José dos Pinhais para então, esticar o esqueleto. Já eram 10:00 horas da noite, e as ruas estavam vazias, mas avistamos um cidadão para quem eu o abordei de forma que ele se assustou. Explicamos nossa situação, e ele, conhecido como gaúcho, nos levou até a um hotel.

No caminho ele nos alertou que estava armado porque era seguranca de uma danceteria. Quando chegamos ao hotel, ele nos disse:
_ Olha! Se vocês acharen caro o hotel, podem ir dormir lá em casa. Na minha casa cabem pra mais de dez de vocês de bicicleta.


Agradecemos, mas preferimos ficar no hotel, pois estavamos cansados para esperar ele sair de seu trabalho. Tomamos um banho e comemos alguns cereais, só que a fome continuou, então fui comprar um lanche perto da dancereria. Logo na ida o gaúcho me chamou para conversar. Perguntei a ele se havia muitas brigas na danceteria e ele disse:
_ Aqui ninguém briga, se brigar morre.
Ele me deixou entrar na danceteria sem pagar e fui fazer uma ginástica dancando um rock in roll enquanto Leonel com fome, esperava pelo lanche. Demorei nais de uma hora para voltar e Leonel quase foi atrás de mim para me procurar.
 

Chegando em Curitiba, fomos atrás de informação para poder chegar ao albergue da juventude, onde já tinhamos reservado a estadia. Aqui no albergue,  conhecemos um turista vindo da Inglaterra, um simpático senhor Professor de Física e Matemática aposentado que se chamava, Richard.

 Ele já estava três meses no Brasil mas não falava português. Richard pousou primeiro em Belém do Pará e de começo foi assaltado, porém isso não o incomodou. Descendo de norte a sul pelo litoral, ele se encantou com a beleza natural de nosso País. Começou a aprender português através de seu dicionário, mas mesmo assim, ele nos disse que já estava a três dias sem comer direito, porque ninguém o entendia. Então o levamos para jantar no restaurante na famosa Praca XV no centro de Curitiba e ele pediu o prato do dia e saciou sua fome.

Na volta para o albergue, passamos na rua 24 horas. Ela foi criada pelo governo estadual para atender a todos, ela é coberta com telhado transparante e ali o comércio é aberto 24 horas, loja de calcados, de roupas, de discos, supermercado e cafeterias.
No outro dia, deixamos nossas mochilas no albergue, pegamos nossas bicicletas e fomos conhecer o sistema de coclovias da cidade. Visitamos a prefeitura para maiores informações, e aproveitando, buscávamos assinaturas para a implantação de ciclovias em todas as cidades do País promovida pelo Yázigi em nível Nacional.


Comunicamos à imprensa de nossa presença e eles fizeram uma reportagem conosco na TV sobre nossa viagem.
 

Voltando ao albergue, liguei para a Joseane, uma ex-colega que de sala de aula do Sistema Unificado lá em Itajaí e que vive aqui. Ela soube da nossa viagem porque nos viu na televisão, ficou muito contente por nós estarmos fazendo esse trabalho e nos convidou para ir dormir em sua casa.

Pegamos seu endereço e fomos, só que seguimos pro lado errado e demoramos quase duas horas. Já era tarde da noite, seus pais nos receberam com o maior prazer nos esperando com um belo jantar.

Na sexta-feira o seu Rodolfo com seus 68 anos de idade, nos levou pela manhã até próximo a estrada BR 101 e assim podermos continuar com nossa viagem. Chegamos ao trevo e vimos a placa indicando para o mesmo sentido: Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo. Eu e Leonel íamos para o sentido de São Paulo. Eu estava a frente, dobramos a direita e logo passei para a calçada da esquerda dobrando a esquerda vindo cruzar a estrada e ir no sentido norte, mas quando olhei para trás, onde está Leonel? Isso mesmo, o cara pegou o sentido sul e não olhou pra trás pra ver se eu estava junto. Parei e esperei, só que ele nada. Então voltei ao ponto onde havíamos nos perdidos, esperei e nada. Fui ao encontro dele andando quase 2 km para o sul e não o encontrei. Comecei a ficar preocupado, pois ele estava com todo o dinheiro da viagem e eu sem um centavo. Voltei novamente ao ponto zero (lugar do desencontro) e nada. Esperie mais uns 15 minutos e ai fui conversar com uns policiais que estavam patrulhando a estrada e um deles me disse:
_ Vá para o lado certo, ai ele vai ver que errou e vai voltar.
Não tive outra auternativa, segui em frente. Depois de uns 5 minutos, olhei para trás e lá vinha o Leonel correndo igual a um doido. Esse desencontro nos atrasou no mínimo uns 70 minutos.  Passado o susto, combinambos que se isso acontecesse de novo, os dois devem voltar ao mesmo lugar onde houve o desencontro.
 

Chegando na Serra da Graciosa com seus mais de 12 km descendo por ruas com muitas curvas, sentimos a agradável recopensa de toda viagem acompanhada com uma bela natureza. Passamos por parques com áreas de repouso, camping e fonte d’água potável. Paramos numa barraca de caldo de cana para matarmos a sede.

 

Continuamos a descer e chegamos ao fim da Serra da Graciosa. Dali pra frente continuamos sem problemas e até achamos uma ciclovia de 5 Km. Já era noite e não sabiamos se continuássemos ou então, dormíamos por ali.

 Mas para não furar o projeto, colocamos os vaga lumes na cintura que compramos em Curitiba e fomos embora iluminados por minha pequena lanterninha que trouxe comigo.

 

 

Apesar da pista ser dupla, os faróis dos carros que vinham do outro lado nos ofuscavam. De repente, eu na frente com minha lanterinha e Leonel me seguindo, não percebi um buraco no acostamento, e quase caimos feio. Poderíamos ter ido parar dentro da estrada e correr o risco de sermos atropelados, mas foi só um susto, e conseguimos equilibrar a bicicleta. As 21:00 hrs chegamos na cidade de Paranaguá, com mais de 130 km pedalados naquele dia. Paramos no primeiro hotel que encontramos, fizemos nosso jantar na cozinha do hotel a base de macarrão e ovos, e pegamos no sono rápido.
 

Pedalamos rumo ao sul, em direção a cidade de Matinhos, onde almoçamos. Nesse dia, pegamos uma chuva fina entre 10:00 e 15:30 hrs, mas não nos impediu de continuar viagem. Também registramos o primeiro e único furo de pneu da viagem. Atravessamos de ferry boat de Ubatuba-PR para Brejatuba-SC, onde ciclistas e pedestres não pagam passagem.

 Fomos chegar em Itapoá as 18:00 hrs, pedalando nesse dia apenas 68 km em 5 horas de pedal.

Começamos nossa viagem já um pouco tarde, as 8:45 hrs, chegando após 30 km na cidade de Vila da Glória, onde estava tendo a festa do camarão. Fomos prestigiados pelos habitantes daquele pequeno município e também pela Polícia Militar.

 Dali almoçamos um prato de camarão é claro, e pegamos uma lancha que leva ciclistas e pedestres até a Ilha de São Francisco do Sul, considerada a terceira cidade mais antiga do Brasil. A travessia durou apenas 15 minutos e pagamos R$ 3,50 reais por nossas duas passagens.
Dali pedalamos em direção a Praia da Enseada, a mais famosa da ilha.  No caminho, encontramos o Joe da Bike que estava pedalando pela Ilha. Lá conseguimos um bom desconto em um aparte hotel, muito confortável de frente pro mar.

 

 

No décimo dia da viagem, saimos desde a praia da Enseada e demos a volta pelo perímetro da Ilha e tivemos que andar mais de 5 km empurrando a bicicleta pela areia da praia que era muito grossa.   Almoçanos na praia do Ervino no sul da Ilha indo chegar no centro da cidade de São Francisco o Sul por volta das 16:30 hrs. 

Deixamos nossas bicicletas no hotel e fomos a pé tomar informações turísticas com os simpáticos moradores da cidade e visitamos o musel marítimo para conhecer os mais exóticos barcos que fizeram a história da cidade.  Realmente, São Francisco do Sul é uma cidade histórica e cheia de mistérios, sendo a terceira cidade mais antiga do Brasil descoberta em 1504 pelos franceses.

 

 

Retornamos ao hotel e pela manhã bem cedo tratamos de dar no pé, ou melhor, no pedal.  Dali nos restava pouco mais de 80 km para chegar em casa em nosso décimo-segundo dia de viagem.  

Almoçamos na praia de Barra Velha indo chegar as 17:30 hrs de volta ao marco zero da cidade de Itajaí, na Praça Vidal Ramos, após atravessarmos de Ferry Boat desde Navegantes para Itajaí.

 

 

Topo